O Brasil, maior país da América do Sul, fronteiriço com a quase totalidade dos países sul-americanos, abrange 26 estados e um distrito federal, a sua capital Brasília. A população brasileira ascende a 204 milhões, num país que é considerado a 5.ª maior nação do mundo, com uma imensidão geográfica composta por uma grande diversidade de paisagens e culturas.

No sudeste brasileiro encontram-se localizadas duas das maiores cidades do país: o Rio de Janeiro, conhecida pelas suas praias lendárias, com mais de 6 milhões de habitantes; e São Paulo, dinâmica metrópole e centro de negócios, com cerca de 11 milhões de habitantes. O sul do Brasil caracteriza-se por um cunho mais europeu e o nordeste exibe uma fascinante linha costeira, preservando cidades históricas e uma vibrante cultura afro-brasileira. No norte do Brasil, é possível presenciar a densidade da floresta amazónica, onde sobrevivem povos indígenas com as suas tradições ancestrais, e as paisagens tropicais. No centro-oeste, outrora negligenciado, situa-se a modernista Brasília, nas proximidades da qual surge a rica vida selvagem do Pantanal.



História e Política

Pouco se sabe sobre a história do Brasil até 22 de abril de 1500, data em que Pedro Álvares Cabral – integrando uma frota de 13 navios e mais de mil homens que haviam partido de Lisboa no dia 9 de março de 1500 – desembarcou em Porto Seguro e descobriu oficialmente o território, que batizou como Terra de Vera Cruz, uma vez próximo de 3 de maio, data em que se festeja a Santa Cruz. No Brasil dessa época, Álvares Cabral encontrou cerca de mil sofisticadas comunidades indígenas seminómadas, tendo o relato da descoberta sido pormenorizadamente documentado por Pero Vaz de Caminha. Os anos subsequentes à descoberta do Brasil foram marcados pela colonização portuguesa, disputada sem sucesso em guerras coloniais por holandeses e franceses.

Em 1763, o Rio de Janeiro torna-se capital do Brasil, destronando Salvador. O aumento da produção de café, introduzido no Brasil no início do século XIX a equilibrar o vazio deixado pelo colapso do comércio do açúcar (que destronou, por sua vez, na década de 1530, o pau-brasil), foi sintomático do aumento da importação de escravos africanos. Na década de 1880, porém, a população escrava foi reduzida a metade e, em 1888, é finalmente abolida a escravatura no Brasil. Um ano depois, em 1889, assinala-se a independência através de um golpe militar – comandado pelo marechal Deodoro da Fonseca e apoiado pelos grandes barões do café no país – que depõe a monarquia. Em 1930, um outro golpe de estado, encabeçado por Getúlio Vargas, dá origem à proclamação de uma nova república, assente em princípios fascistas. No final da década de 1930, Vargas assume poderes ditatoriais, fundando o Estado Novo, cujo colapso ocorre em 1945. Entre 1956 e 1961, decorre a presidência de Juscelino Kubitschek, eleito com o lema “Cinquenta anos [de progresso] em cinco”. Entre 1961 e 1964, o novo presidente João Goulart ensaiou reformas tímidas, que não evitaram a então crescente clivagem entre a esquerda e a direita e contribuíram para a imposição da ditadura militar. Desde 1985, ano em que cessou a ditadura militar, o Brasil tem vindo a transformar-se numa das maiores democracias do mundo.

Em 1995, com Fernando Henrique Cardoso na presidência, o Brasil assiste à tentativa gorada de dinamizar a economia brasileira e superar as diferenças colossais entre ricos e pobres. Em 2002, Lula da Silva, um ex-sindicalista de esquerda, é eleito o novo presidente do Brasil, tendo sido reeleito em 2006 com mais de 60% dos votos, numa base de esperança na redução da pobreza. Em 2010, com Dilma Rousseff a ser eleita para a presidência do país, o Brasil conheceu a primeira eleição de uma mulher para o lugar, o qual foi renovado eleitoralmente em 2014.

Economia

Embora esteja minada por contradições económicas, sociais e culturais, espelhadas por exemplo na coexistência, nas principais cidades, de favelas e arranha-céus, a economia brasileira está entre as maiores do mundo. As bases para a sua prosperidade foram ironicamente lançadas no período da ditadura militar, decorrido entre 1964 e 1984, quando foram contraídos avultados empréstimos internacionais para o financiamento de projetos ambiciosos. Mas foi só ao longo da presidência de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) que a economia brasileira se tornou mais orientada para o mercado, tendência acentuada pelos seus sucessores, Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Religião

O Brasil é considerado o país com maior número de católicos do mundo. Ainda assim, a sua multiplicidade de povos deu origem à prática de outras religiões e seitas religiosas: judaísmo, islamismo, budismo, crenças animistas, ritos afro-brasileiros, kardecismo (espiritualismo), candomblé (culto sincrético praticado na Baía).

Num pequeno bairro do Rio de Janeiro ou de São Paulo, é possível encontrar igrejas católicas e protestantes evangélicas, templos budistas, sinagogas, mesquitas, igrejas espiritistas, centros cerimoniais afro-brasileiros. A prática da magia negra é também vulgar e adivinhos e bruxas entregam folhetos nas ruas. Apenas os ateus são uma minoria.

Etnias

Do ponto de vista étnico, o Brasil é constituído por um verdadeiro mosaico de culturas, manifestando-se na sua diversidade demográfica influências portuguesas (colonização portuguesa entre 1500 e 1889), francesas, holandesas, britânicas, italianas, alemãs, japonesas e coreanas. Mas também os milhões de escravos trazidos da África Ocidental para o Brasil, entre os séculos XVI e XIX, desempenharam um papel crucial no desenvolvimento do país enquanto nação de fortes identidades culturais.

Atualmente, sobretudo nas regiões florestadas do interior, permanecem ainda alguns grupos descendentes dos indígenas que os portugueses foram encontrar no Brasil em 1500. Único na sua assimilação de raças e etnias, o Brasil possui uma terminologia própria para as diferentes identidades raciais: um brasileiro branco indígena, por exemplo, é chamado de mestiço; um afro-brasileiro de cafuzo; e um cidadão nascido de pais brancos e africanos de mulato.

Personalidades

Arquitetura: Destacam-se na arquitetura contemporânea brasileira Oscar Niemeyer, com uma obra vastíssima na qual se destacam, por exemplo, os edifícios mais conceituados de Brasília, e Ruy Ohtake, que assina a projeção do famoso Hotel Unique ou do Ohtake Cultural, ambos em São Paulo.

Literatura: Destacam-se, na literatura atual brasileira, grandes escritores populares que o século XX produziu, caso de Jorge Amado e Clarice Lispector. Também eminente no século XX surge o nome de Vinícius de Moraes, figura proeminente da cena musical contemporânea, responsável pela primeira ligação entre a música e a literatura ao escrever as letras de muitas canções famosas. A ele seguem-se Chico Buarque, que criou o romance Budapeste. Depois da Independência, em 1889, salientam-se Machado de Assis, o primeiro crítico literário brasileiro, e Monteiro Lobato, autor de um dos títulos mais populares da literatura infantil, “O Sítio do Pica-Pau Amarelo”.

Música: Durante a era do estadista Vargas, sobressaiu no panorama musical brasileiro a luso-brasileira Carmen Miranda, que seduziu o mundo e atingiu o estrelato em Hollywood. Na bossa nova (junção de ritmos brasileiros e de jazz americano), surgem os nomes de Sérgio Mendes, António Carlos Jobim e Vinícius de Moraes. No samba, sobressaem os nomes de Clara Nunes (uma das mais populares cantoras de samba de todos os tempos) e Zeca Pagodinho (pertencente a uma nova vaga de estrelas do samba). Líderes do tropicalismo (surgido no final da década de 1960, é uma mistura de bossa nova, rock’n roll, folclore da Baía e música africana), Caetano Veloso e Gilberto Gil continuam a influenciar ativamente a cena musical brasileira.

Desporto: Destacam-se, no futebol, o Pelé, que foi campeão da Taça do Mundo aos 17 anos e marcou o número record de 1283 golos em 1367 jogos. Neste campo sobressai também Ronaldo, com duas medalhas da Taça do Mundo, tendo sido recordista de golos na competição de 2006. Na Fórmula 1, destaca-se o saudoso Ayrton Senna, três vezes campeão mundial de Fórmula 1.


Rio de Janeiro

Com uma inconfundível silhueta e uma rara beleza natural, o Rio de Janeiro, palco do Carnaval por excelência, aloja os famosos cariocas (designação atribuída pelos índios: cari, homem branco / oca, casa dos índios), donos de uma contagiante energia.

Fundada a 1 de março de 1565 (em Botafogo), o Rio de Janeiro tem mais de 6 milhões de habitantes, sendo a segunda maior e mais populosa cidade do Brasil. Divide-se em duas zonas principais: a Zona Norte, apinhada de bairros pobres, vulgarmente conhecidos por favelas, e a Zona Sul, com bairros requintados e praias famosas. No centro da cidade situa-se a zona financeira, preenchida por um número significativo de edifícios históricos, museus e igrejas. O Estado do Rio de Janeiro, por sua vez, aloja cerca de 16 milhões de habitantes.

PDIs (pontos de interesse) no Rio de Janeiro

 

Principais Bairros
Principais Bairros

 

Monumentos

rio_01

 

Museus

rio_01

Outros Ícones

rio_01



Imprimir

Um guia para visitar Nova Iorque

 

.

error: Content is protected !!